The King of fools

Certa vez, quando discutia em uma roda de amigos assuntos como política, corrupção, CPIs, e afins, uma pessoa me disse que morar no Brasil era passar recibo de otário... eu não tive argumentos para discordar...

Hoje, no entanto, ao assistir "Fahrenheit 9/11",o documentário de Michael Moore que retrata as mentiras, manobras e manipulações que ocorreram desde a eleição fraudulenta de George Bush, até aquela balela das armas de destruição em massa que encobriram as verdadeiras razões da Guerra do Iraque, eu confirmei algo que sempre suspeitei: quando se trata de "SER OTÁRIO", os americanos são muuuuito melhores!

P.S. E os ingleses também!!

***

A Canção do Senhor da Guerra (Legião Urbana)
 
Existe alguém esperando por você
Que vai comprar a sua juventude
E convencê-lo a vencer

Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças com armas na mão
Mas explicam novamente que a guerra gera empregos
Aumenta a produção

Uma guerra sempre avança a tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Pra que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros na exportação

Existe alguém que está contando com você
Pra lutar em seu lugar já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer

E quando longe de casa
Ferido e com frio o inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando novos jogos de guerra

Que belíssimas cenas de destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação
Veja que uniforme lindo fizemos pra você
E lembre-se sempre que Deus está
Do lado de quem vai vencer

O senhor da guerra
Não gosta de crianças
O senhor da guerra
Não gosta de crianças
O senhor da guerra
Não gosta de crianças
O senhor da guerra
Não gosta de crianças
O senhor da guerra
Não gosta de crianças
O senhor da guerra
Não gosta de crianças 



 Posted by Karina às 23h32
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O casamento

Uma vez que meus poucos, mas fiéis, leitores sentiram minha falta, resolvi resgatar este blog do ostracismo em que se encontrava. Eu poderia justificar minha longa ausência, com desculpas como mudança de emprego ou crise de meia meia idade (25 anos, se preferirem)... mas a verdade é que sou uma “mulher de fases” e, na mais recente, estive sem vontade de escrever.

Por falar em crise de meia meia idade, a cada dia que passa, tenho ouvido mais freqüentemente a irritante pergunta: “e aí? quando você vai casar?” Somente nesta semana, três pessoas já me perguntaram isso... e hoje ainda é quinta-feira! Ora... até parece que os mais de 40 anos de emancipação feminina não adiantaram para nada, e que o destino de toda mulher ainda é ser esposa e mãe... não que eu não queira ser isso um dia... mas, afinal, porque a pressa se, nos dias de hoje, é possível engravidar até com mais de 50 anos?

Apesar de achar que o amor não precisa de papel passado ou testemunhas para ser válido (aliás, aquela frase “se casamento fosse uma coisa boa não precisava de testemunhas”, tem uma certa lógica...), acredito que o ser humano necessita de certos rituais de passagem para marcar o início de novas etapas da vida... é mais ou menos como comemorar o aniversário, a formatura, ou mesmo o reveillon... concordo que seja algo meramente cultural, e os mais radicais podem dizer que não passa de “bobagem pequeno-burguesa” (he he he)... ora... mas eu sou fruto dessa cultura, e nadar contra a corrente a vida inteira é muito cansativo!

Mas, pra não dizer que não falei das flores... aproveito o ensejo para descrever como seria o casamento dos meus sonhos... moços e moças casadoiros sintam-se a vontade para copiar a idéia... mas, por favor, CITEM A FONTE!

Logo de início, esqueçam a igreja, o padre, o vestido branco e tudo mais que lembre a “tradição judaico-cristã ocidental”. A cerimônia seria em uma chácara, ou algo do gênero, em um fim de tarde de primavera. As mulheres todas de chapéu e vestido esvoaçante, os homens de smoking. Uma banda tocaria clássicos de Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Etta James, Aretha Franklin, B.B. King, Ray Charles, Nat King Cole, Ertha Kitt, Barry White, Billie Holiday, Diane Schuur, Ben Harper, entre outros.

Para refrescar, coquetéis de frutas variadas e muuuuito prosecco gelado. Para comer, crepes preparados na hora, além dos aperitivos tradicionais. A trilha sonora para a entrada da noiva, no caso eu, seria Your Song (versão Moulin Rouge) em um arranjo para piano, e um tenor fazendo as vezes de Ewan McGregor. Após uma rápida cerimônia de “assinatura do contrato”, dançaríamos a noite toda, ficaríamos bêbados (só um pouquinho) e terminaríamos cantando As time goes by junto com a banda.

 

 

 



 Posted by Karina às 20h09
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